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Como Funciona a Avaliação de Risco de Queda de Árvores

Um guia que explica, passo a passo, como uma calculadora de risco arbóreo transforma observações de campo em uma nota final — do básico ao técnico.

Arboristas Leigos Visual
Capítulo 01
O que é risco de queda?
"Não é só 'vai cair?' — são 3 perguntas"

Quando olhamos para uma árvore e queremos saber se ela é perigosa, a primeira coisa que vem à cabeça é: "será que ela vai cair?". Mas essa pergunta sozinha não basta.

Imagina uma árvore podre num deserto onde ninguém nunca vai. Ela pode cair? Sim. É perigosa? Não — porque não tem ninguém pra se machucar. Risco não é só "vai cair", é "vai cair + acertar alguém + fazer estrago".

A calculadora responde 3 perguntas e depois cruza as respostas:

Pergunta 1
🌳
Vai quebrar?
Olha os defeitos da copa, tronco e raízes + o contexto (solo, vento, saúde)
Pergunta 2
🎯
Vai acertar alguém?
Olha quão perto as pessoas estão e com que frequência passam ali
Pergunta 3
💥
O estrago seria grande?
Olha o tipo de falha (galho vs. árvore inteira) e o tamanho da copa

O resultado final é uma nota simples:

Baixo
Monitorar
Médio
Planejar
Alto
Agir em 30 dias
Extremo
Agir agora
🌳 Acompanhe: a Tipuana da Rua Augusta

Ao longo deste guia, vamos avaliar uma árvore real: uma tipuana de 60 anos numa calçada movimentada de São Paulo. Ela tem 14 metros de altura, copa de 16 metros, e o dono do restaurante embaixo reclama que caem galhos secos "toda semana". A cada capítulo, vamos preencher uma parte da avaliação dela.

Nota técnica — Fundamentação

A metodologia é baseada no TRAQ (Tree Risk Assessment Qualification) da ISA (International Society of Arboriculture), aplicada ao contexto brasileiro. O TRAQ estrutura a avaliação em três componentes: likelihood of failure, likelihood of impact e consequences, combinados em uma matriz de risco qualitativa. A calculadora automatiza essa combinação mantendo a mesma lógica de decisão.

📌 Lembre-se: risco = chance de quebrar × chance de acertar alguém × tamanho do estrago. As três coisas juntas.
Capítulo 02
Conhecendo o Alvo
"Se cair, acerta quem?"

Antes de olhar pra árvore, o avaliador olha ao redor dela. Quem está perto? O que pode ser atingido? Com que frequência? E dá pra proteger?

Zona do Alvo — quão perto?

A calculadora mede a distância em termos da própria árvore:

OpçãoSignificaNota
Projeção da copaEmbaixo da árvore — se cair um galho, cai na cabeça4
1× a alturaSe a árvore tem 10m, o alvo está a até 10m3
1,5× a alturaSe tem 10m, o alvo está a até 15m2
Fora da áreaLonge o suficiente pra não ser atingido1

Taxa de Ocupação — tem gente ali sempre?

OpçãoExemploNota
ConstantePraça movimentada, estacionamento cheio4
FrequenteCalçada de comércio3
OcasionalRua residencial tranquila2
RaroTerreno baldio, área de serviço1

Como fecha a nota?

A calculadora compara as duas notas e fica com a pior (a maior). Depois, verifica se dá pra proteger:

Pega a pior nota entre zona e ocupação
Dá pra mover o alvo? Se sim, desconta 1
Resultado: Muito baixo (1) · Baixo (2) · Médio (3) · Alto (4)
Imagina uma árvore num estacionamento lotado (nota 4). O dono decide mover os carros pra longe. Agora o impacto cai pra nota 3. Um único campo mudou a nota — e pode ser a diferença entre risco Alto e Extremo no final.

E por que não faz média?

Se o terreno embaixo da árvore é vazio (nota 1) mas o playground lotado está dentro da copa (nota 4), a média seria 2,5. Mas as crianças continuam embaixo da árvore. O lado perigoso é o que importa.

É como atravessar a rua: se um lado está livre e do outro vem um caminhão, a média diz "perigo médio". Mas o caminhão te atropela igual.
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Avaliação do Alvo

O técnico olha ao redor: mesas do restaurante embaixo da copa (nota 4), pedestres o dia inteiro (nota 4). O dono pode mover as mesas pra longe da copa. → Pior nota: 4, desconto de 1 → Impacto: Médio (3)

Nota técnica — Lógica do cálculo

n = Math.max(NZONA[zona], NOCUP[ocupacao])

Se moverAlvo === "Sim", aplica n -= 1 (mínimo 1). Restringir acesso não altera o impacto — influencia apenas as recomendações de mitigação.

Mapeamento: 4 → "Alto", 3 → "Médio", 2 → "Baixo", 1 → "Muito baixo".

Capítulo 03
O Terreno Onde Ela Vive
"O sapato da árvore"

Uma mesma árvore pode ser segura num lugar e perigosa em outro. Essa seção avalia o terreno, não a árvore. É o "sapato" dela — se o sapato é ruim, ela escorrega.

Topografia e Declive

CampoO que significaPontos
PlanoChão reto0
DecliveLadeira — a gravidade puxa pro lado+1
Declive ≥ 30%Ladeira forte+1 extra
Declive + Solo saturadoLadeira + chão encharcado = sabão+1 extra

Alterações no Local

Coisas que os humanos fizeram perto da árvore:

OpçãoO que éEfeito
NenhumaNinguém mexeu em nada
Mudança de nível do soloAterraram ou cavaram pertoNarrativa
LimpezaTiraram a vegetação ao redorNarrativa
Hidrologia alteradaMudaram o caminho da águaNarrativa
Corte de raizCortaram raízes (obra, calçada)+2 pontos
Cortar raiz é como cortar os dedos dos pés de alguém e pedir pra ficar de pé num vendaval.

Condições do Solo

OpçãoO que éEfeito
Volume LimitadoRaízes sem espaço (calçada estreita)Narrativa
SaturadoEncharcado, virou lama+2 pontos
RasoPouca terra sobre pedraNarrativa
CompactadoTerra dura, pisoteada+1 ponto
Pavimentação sob raízesAsfalto/concreto em cimaNarrativa

Clima Predominante

OpçãoEfeito
Ventos Fortes+1 ponto — vento empurra a copa
Chuvas Fortes+1 ponto — encharca solo, pesa galhos

Direção do vento é texto livre — só entra na narrativa do laudo, sem pontos.

📌 Esses pontos não viram uma nota sozinhos. Eles formam o modificador — um número que depois é somado aos defeitos de cada parte da árvore, fazendo os problemas ficarem "mais graves" quando o terreno é ruim.
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Fatores do Local

Chão plano (0), mas raízes cortadas pela obra (+2), solo compactado (+1), e São Paulo tem chuvas fortes (+1). Subtotal do local: +4 pontos.

Nota técnica — Função modificador()

A função modificador(contexto) acumula bonificações aditivas. Fatores independentes somam linearmente. A única interação é a sinergia declive + saturado (+1 extra), que modela o risco aumentado de tombamento em solo saturado com componente gravitacional lateral. O modificador total é multiplicado por fatores de parte (copa: 0.5, tronco: 0.6, raízes: 0.7) antes de entrar no cálculo de falhaParte().

Capítulo 04
O Check-up da Árvore
"Ela tá forte ou caidona?"

Se o capítulo anterior era sobre o terreno (o sapato), este é o exame médico geral. Antes de procurar defeitos específicos, o avaliador olha de longe: a árvore parece saudável?

Vigor — quanta energia ela tem?

OpçãoO que o avaliador vêPontos
AltoCrescendo bem, brotando, cheia de vida0
NormalNem muito bem nem muito mal0
BaixoPouco crescimento, galhos finos, definhando+2 pontos
Árvore com vigor baixo é como uma pessoa fraca e gripada — qualquer empurrãozinho derruba. O mesmo galho rachado que uma árvore forte aguenta, uma árvore fraca não segura.

Folhagem — tem folha ou não?

OpçãoO que significaPontos
NormalTem folhas, tá verde0
Nenhum (sazonal)Sem folha porque é inverno — normal pra espécie0
Nenhum (morto)Sem folha porque morreu+3 pontos
Árvore morta é um poste de madeira apodrecendo em pé. Não precisa de terremoto pra cair — um dia cai sozinha. É tipo um prédio abandonado: não precisa de ventania, a estrutura vai cedendo até desabar.

Pragas e Abióticos — o que mais está acontecendo?

Dois campos de texto livre onde o avaliador descreve pragas (cupins, erva-de-passarinho, brocas) e danos ambientais (seca, calor, poluição, vandalismo).

Nenhum dos dois soma pontos. São narrativa — vão pro laudo escrito. Por quê? Porque o efeito deles já aparece nos outros campos: se o cupim comeu o tronco, o avaliador vai marcar "Deterioração do cerne" nos defeitos. Somar aqui e lá seria contar o mesmo problema duas vezes.

É como o médico anotar "paciente fuma" no prontuário. O cigarro em si não é a doença, mas piora todas as outras. O efeito do fumo já aparece no pulmão, no coração, na pressão — não precisa somar de novo.

Resumo dos pontos

CampoPontos no modificador
Vigor = Baixo+2
Folhagem = Morto+3
Pragas / Abióticos0 (narrativa)

Esses pontos vão pro mesmo bolo do capítulo anterior. Tudo junto vira o modificador.

🌳 Tipuana da Rua Augusta — Saúde

Vigor baixo (+2) — pouco crescimento, copa rala de um lado. Folhagem normal (tem folhas, não está morta). Pragas: erva-de-passarinho nos galhos altos (narrativa). Subtotal da saúde: +2 pontos. Modificador acumulado: 4 (local) + 2 (saúde) = 6 pontos.

Capítulo 05
Quanto Empurrão Ela Aguenta
"O guarda-sol no vendaval"

A copa da árvore é como um guarda-sol. Quanto maior e mais cheia de folhas, mais o vento empurra. Essa seção avalia o tamanho do empurrão que a árvore recebe.

Exposição ao Vento

OpçãoExemploPontos
ProtegidoCercada por prédios ou outras árvores0
ParcialProteção de um lado, aberta do outro0
CheioSozinha, sem nada bloqueando+1
Cheio + Copa DensaSozinha E copa cheia de folhas+1 extra
Pega um guarda-chuva aberto num dia de vento — o vento quase te carrega. Agora fecha o guarda-chuva — o vento nem te incomoda. Copa densa = guarda-chuva aberto. Copa rala = guarda-chuva fechado.

Tamanho Relativo da Copa

OpçãoEfeito
Pequeno / MédioSem efeito
AmploNão soma no modificador, mas soma +1 na consequência

Copa ampla não faz a árvore quebrar mais fácil — faz o estrago ser maior quando quebra. Uma pedra pequena e uma grande caem com a mesma chance, mas a grande faz mais estrago.

Densidade da Copa

Rala, Normal ou Densa. Sozinha não soma nada — mas Densa combinada com exposição "Cheio" ativa o combo +1 extra.

Ramos Interiores

Poucos, Normal ou Muitos. Narrativa pura — zero pontos. Informação pro técnico decidir que tipo de poda recomendar.

📌 Dessa seção inteira, no máximo saem 2 pontos pro modificador (exposição cheio + combo densa). Parece pouco, mas esses pontos vão pro mesmo bolo de solo, saúde e clima — e juntos podem transformar um defeito "Possível" em "Iminente".
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Carga

Exposição parcial (0), copa ampla (0 no modificador, +1 na consequência depois), densidade normal (0). Subtotal da carga: 0 pontos. Modificador final: 6 pontos (4 do local + 2 da saúde + 0 da carga).

Capítulo 06
Os Problemas da Copa
"A cabeça da árvore"

Agora vamos examinar a árvore de verdade — começando pela "cabeça". Cada problema que o avaliador marca tem um peso de 1 a 4:

1
Esquisito,
mas ok
2
Precisa
atenção
3
Pode
quebrar
4
Pode cair
a qualquer hora

Os 15 defeitos da copa

1
Copa desequilibrada
Cresceu mais pra um lado. Como carregar mochila só num ombro — fica torta, mas a madeira saudável aguenta.
2
Galhos/Ramos mortos
Galhos secos, sem folha. Vão cair — a questão é quando. Num dia de vento ou até de sol, sem aviso.
3
Galhos/Ramos quebrados
Já rachou, tá pendurado. Não é "pode quebrar um dia" — já quebrou, só não soltou ainda.
1
Galhos/Ramos estendidos
Galhos muito compridos, braço esticado. Mais alavanca, mas madeira saudável aguenta o peso.
3
Rachaduras
A madeira está dizendo "não estou aguentando". Falha estrutural em andamento — como rachadura numa viga.
2
Codominância
Dois galhos do mesmo tamanho nascendo do mesmo ponto (forma de Y). O encaixe em V é instável — com vento, pode rachar no meio.
3
Junções frágeis
O encaixe entre galhos já mostra sinais de fraqueza. É a codominância que já está falhando.
2
Cavidades / Orifícios de ninho
Buracos na madeira. Menos madeira = menos resistência. Combinado com fungo, confirma podridão interna.
2
Casca morta/ausente
A "pele" da árvore caiu. Madeira exposta = porta aberta pra fungos e insetos. Como ferida aberta.
2
Cancro/Galha/Tumor
Inchaços ou feridas na madeira. Sinal de doença, mas o galho pode estar firme ao redor.
3
Cogumelo/fungo
Fungo visível = por dentro já está podre. Quando aparece na superfície, já comeu bastante madeira. Como ver fumaça saindo da parede.
3
Casca inclusa
Casca presa dentro da junção. Os galhos nunca se fundiram — estão só encostados. Como colar madeira com fita crepe em vez de cola.
2
Dano/Deterioração do alburno
A camada viva sob a casca (as "veias") está danificada. Sem nutrientes, o galho enfraquece.
3
Danos por raios
Raio explode a madeira de dentro pra fora. Parece cicatriz por fora, mas por dentro pode estar todo fragmentado.
4
Deterioração do cerne FATAL
O "osso" da árvore está podre. Pior defeito possível. Vai direto pra "Iminente" — não importa mais nada. É um poste oco.
Nota técnica — Regras especiais

Peso ≥ 4 → piso "Provável": qualquer defeito com peso 4 garante nota mínima "Provável", mesmo sozinho e sem modificador.

Defeito fatal → "Iminente" direto: "Deterioração do cerne" está no set FATAL. Se marcado, falhaParte() retorna "Iminente" independente da soma.

Set PODRIDAO: "Cogumelo/fungo", "Deterioração do cerne", "Cavidade" e "Cavidades/Orifícios de ninho" influenciam o cálculo de consequência. O piso de consequência (tronco/raízes) consulta somente os defeitos da própria parte — podridão na copa não eleva o piso de outra parte.

🌳 Tipuana da Rua Augusta — Defeitos da Copa

O técnico vê: galhos mortos (peso 2), galho quebrado pendurado (peso 3), copa desequilibrada (peso 1), codominância (peso 2).

Pior = 3; resto = (2+1+2) × 0,5 = 2,5; modificador × 50% = 6 × 0,5 = 3. Total: 3 + 2,5 + 3 = 8,5 → Iminente

Capítulo 07
Os Problemas do Tronco
"A coluna vertebral"

Se a copa é a cabeça, o tronco é a coluna. Se ele falha, não cai um galho — cai a árvore inteira. Por isso vários defeitos que eram peso 3 na copa viram peso 4 no tronco.

O tronco recebe 60% do modificador (contra 50% da copa) — o terreno ruim afeta mais a estrutura principal.

Os 14 defeitos do tronco

2
Casca morta/ausente
Tronco sem casca = tronco aberto pra fungos e insetos. A armadura caiu.
1
Textura/cor anormal da casca
Mancha na pele — pode não ser nada, pode ser sinal. O técnico anota e fica de olho.
2
Ramos codominantes
A árvore se divide em dois troncos iguais. Se o Y rachar, metade da árvore inteira cai.
4
Casca inclusa ⚠️
Casca presa na forquilha do tronco. Peso 4 aqui (era 3 na copa) — pode rachar a árvore ao meio como um zíper.
4
Rachaduras ⚠️
O tronco está se abrindo. Peso 4 aqui (era 3 na copa) — rachadura na coluna é muito pior que no braço.
2
Dano/Deterioração do alburno
As "veias" do tronco estão danificadas. Compromete nutrição, mas o cerne pode estar intacto.
2
Cancro/Galha/Tumor
Área doente no tronco, mas pode estar forte ao redor.
2
Exsudação de seiva
Tronco "chorando" líquido. Sinal de ferida ou infecção interna — como ferida que não para de sangrar.
3
Danos por raios
Raio no tronco fragmenta a estrutura principal. Precisa de tomografia pra ver o estrago real.
4
Deterioração do cerne FATAL
Tronco oco por dentro. Emergência total — direto pra "Iminente".
4
Cogumelo/fungo ⚠️
Peso 4 aqui (era 3 na copa). Fungo no tronco = podridão na estrutura principal. Risco de tombamento total.
3
Cavidades / Orifícios de ninho
Peso 3 aqui (era 2 na copa). Buraco na parede de carga — muito mais perigoso que buraco no beiral.

Ajuste por Razão t/R — a regra do 1/3

Mas ter um buraco no tronco não significa automaticamente que vai cair. O que importa é quanta madeira boa sobrou ao redor.

Imagina um cano de PVC. Se a parede do cano é grossa, ele aguenta pressão mesmo tendo um espaço oco no meio. Mas se a parede fica fininha, qualquer aperto esmaga. O tronco oco funciona igual — é um tubo. Se a "parede" de madeira saudável ao redor do oco é grossa o suficiente, ele ainda segura.

Essa medida se chama razão t/R:

A calculadora tem um campo opcional de t/R que aparece quando você marca cavidade no tronco ou nas raízes. Se o avaliador já mediu (com tomografia ou resistografia), ele informa e o peso se ajusta:

t/RSignificaEfeito no peso
≥ 0,33Sobrou 1/3 ou mais — parede adequadaPeso diminui 1 (3→2)
0,20 a 0,32Comprometida — na zona de riscoPeso mantido (3)
< 0,20Crítica — parede muito finaPeso sobe pra 4
Não informadoSem medição instrumentalPeso mantido (padrão)
Exemplo: um tronco de 60 cm de diâmetro (raio = 30 cm) com uma cavidade. Se a parede de madeira boa tem 12 cm → t/R = 12/30 = 0,40 → adequada, peso cai pra 2. Se tem só 5 cm → t/R = 5/30 = 0,17 → crítica, peso sobe pra 4.
Nota técnica — Regra do t/R

A regra do t/R (ou t/D quando se usa diâmetro) deriva dos trabalhos de Mattheck sobre biomecânica arbórea. O limiar clássico é t/R ≥ 0,33 (parede residual ≥ 1/3 do raio). Abaixo disso, a resistência à flexão cai exponencialmente — um tubo com parede de 20% do raio tem apenas ~50% da resistência de um tronco sólido. A calculadora aplica o ajuste somente quando há medição instrumental (tomografia sônica, resistografia). Sem medição, mantém o peso padrão e recomenda avaliação avançada.

1
Madeira de reação
O tronco criou madeira diferente pra compensar inclinação. Sinal de defesa, não de perigo.
3
Ângulo de inclinação
Tronco inclinado = vetor de queda definido. A gravidade puxa o tempo todo pro lado da inclinação.

Copa vs. Tronco — o que muda?

DefeitoCopaTroncoPor quê?
Casca inclusa34No tronco racha a árvore ao meio
Rachaduras34Galho rachado cai sozinho; tronco rachado derruba tudo
Cogumelo/fungo34Podridão na estrutura principal
Cavidades23Buraco na coluna vs. buraco no braço
📌 O padrão é claro: o mesmo problema no tronco é mais grave. É a diferença entre quebrar o dedo e quebrar a coluna.
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Defeitos do Tronco

O técnico vê: deterioração do cerne confirmada por tomografia (peso 4, FATAL), cavidade a 2m do chão (peso 3), casca caída do lado da rua (peso 2).

Defeito FATAL → Iminente direto. (Pontuação: 4 + 2,5 + 4 = 10,5 — confirmaria Iminente mesmo sem a regra fatal.)

Capítulo 08
Os Problemas das Raízes
"A fundação do prédio"

As raízes são os pés e a fundação. Quando falham, a árvore não quebra — ela tomba inteira, com tudo, arrancando o chão junto. É o tipo mais perigoso de queda.

Por isso recebem 70% do modificador — a maior fração. Solo encharcado, compactado, em declive, tudo afeta diretamente as raízes.

Os 12 defeitos das raízes

2
Colo soterrado / Não visível
A base do tronco está coberta por terra ou entulho. O problema é o que você não consegue ver — pode ter podridão escondida ali.
4
Anilhamento do caule FATAL
Uma raiz está estrangulando o tronco na base. A árvore está se enforcando. Direto pra "Iminente".
4
Morta FATAL
Raízes mortas = árvore solta no chão. De pé por inércia. Qualquer ventinho e tomba. Direto pra "Iminente".
3
Deterioração
Raízes apodrecendo. Fundação cedendo, mas pode ser parcial — se fosse total, seria "Morta".
4
Cogumelo/fungo ⚠️
Fungo na base é o pior lugar. Muitos são decompositores de raiz — quando o cogumelo aparece, as raízes por baixo podem já estar destruídas.
2
Exsudação de seiva
Base "sangrando". Sinal de ferida ou infecção na raiz. Precisa investigar a causa.
3
Cavidade
Buraco no alicerce. A raiz que tinha madeira ali não existe mais — compromete ancoragem. Também aceita ajuste por t/R (mesma regra do tronco — veja capítulo 7).
3
Rachaduras
Fendas no solo ou nas raízes. Pode significar que a árvore está se soltando do chão em câmera lenta.
3
Raízes cortadas/danificadas
Obra cortou raízes. Cada raiz cortada é uma "corda" a menos segurando a árvore. Como cortar cabos de uma ponte.
3
Levantamento de raízes
Solo do lado oposto está subindo. Tombamento em andamento. A árvore já está se soltando — como prego sendo puxado do chão.
2
Condições de fragilidade do solo
Solo naturalmente fraco (areia, aterro). O chão não segura bem, como guarda-sol na areia da praia.
1
Madeira de reação
Raízes criaram madeira especial pra compensar uma força. Sinal de defesa, não de perigo.

Os 3 defeitos fatais do app

Dois deles são exclusivos das raízes:

Defeito fatalOnde apareceEfeito
Deterioração do cerneCopa, Tronco→ Iminente direto
Anilhamento do cauleSó raízes→ Iminente direto
MortaSó raízes→ Iminente direto
📌 Copa quebrada cai um galho. Tronco quebrado cai a árvore. Raiz quebrada a árvore tomba com tudo — e arranca o chão junto.
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Defeitos das Raízes

O técnico vê: raízes cortadas pela obra (peso 3), colo soterrado (peso 2), orelha-de-pau na base = cogumelo/fungo (peso 4).

Pior = 4; resto = (3+2) × 0,5 = 2,5; modificador × 70% = 6 × 0,7 ≈ 4. Total: 4 + 2,5 + 4 = 10,5 → Iminente

Capítulo 09
Juntando Tudo
"Batalha naval com duas tabelas"

Agora a calculadora pega as 3 respostas e cruza em dois passos. É como batalha naval: você vai na linha, vai na coluna, e onde cruzar tem a resposta.

As 3 respostas prontas

Pior Falha
Improvável → Possível → Provável → Iminente
A pior nota entre copa, tronco e raízes
Impacto
Muito baixo → Baixo → Médio → Alto
Quão perto e frequente é o alvo
Consequência
Insignificante → Menor → Significante → Severa
Tamanho do estrago se falhar

Passo 1 — "Qual a chance real de acidente?"

Cruza a falha (vai quebrar?) com o impacto (vai acertar alguém?):

Muito baixoBaixoMédioAlto
IminenteImprovávelPouco provávelProvávelMuito provável
ProvávelImprovávelImprovávelPouco provávelProvável
PossívelImprovávelImprovávelImprovávelPouco provável
ImprovávelImprovávelImprovávelImprovávelImprovável

Resultado: a Probabilidade Combinada — chance de quebrar E acertar alguém.

Repara: árvore caindo aos pedaços mas sem ninguém perto → probabilidade combinada baixa. Risco sem alvo não é risco — é só uma árvore doente num terreno vazio.

Passo 2 — "E o estrago?"

Cruza a probabilidade combinada com a consequência:

InsignificanteMenorSignificanteSevera
Muito provávelBaixoMédioAltoExtremo
ProvávelBaixoMédioAltoAlto
Pouco provávelBaixoBaixoMédioMédio
ImprovávelBaixoBaixoBaixoBaixo

E sai o resultado final: Baixo, Médio, Alto ou Extremo.

Por que tabelas e não uma conta?

As tabelas seguem a estrutura de matrizes de risco usadas na arboricultura internacional (ISA-TRAQ, ANSI A300), com limiares ajustados por julgamento técnico para uso local. Cada célula é uma decisão qualitativa, não uma fórmula — por isso funciona melhor que multiplicação ou média, que podem esconder o perigo.

🌳 Tipuana da Rua Augusta — Cruzamento

Passo 1: Iminente × Médio → Provável

Passo 2: Provável × Severa → ALTO ⚠️

Se não desse pra mover as mesas → impacto seria "Alto" → Tabela 1 daria "Muito provável" → Tabela 2 daria EXTREMO. Um único campo fez a diferença.

Capítulo 10
O Que Fazer Agora?
"A receita do médico"

Com o risco calculado, a calculadora monta um plano personalizado — como um médico que escreve a receita depois do exame. Quatro partes:

1. Urgência — quão rápido agir?

RiscoUrgênciaPrazo
Extremo🚨 ImediataAgora — cerca a área primeiro
Alto⚠️ Curto prazoAté 30 dias
Médio🔶 Médio prazoAté 90 dias
Baixo✅ RotinaMonitoramento regular

2. Reavaliação — quando voltar?

RiscoPrazoDetalhes
Extremo1 mêsApós cada intervenção + monitoramento semanal
Alto3 mesesOu imediatamente após evento climático
Médio6 mesesAntecipar se houver tempestade ou novos danos
Baixo12 mesesInspeção anual no programa regular

3. Ações de Manejo — o que fazer com a árvore?

A calculadora olha os defeitos específicos e monta a lista. São 8 ações possíveis + 1 padrão:

🪓
Supressão (remoção total)
Quando: risco Extremo, OU risco Alto + defeito fatal/árvore morta/falha Iminente.
Por quê: estrutura comprometida além de manejo conservador. Se acionada, as podas não aparecem (não faz sentido podar árvore que será removida).
✂️
Poda de segurança
Quando: sem supressão + galhos mortos, quebrados, codominância ou junções frágeis na copa.
Por quê: tira o galho problemático. O problema é um galho específico, tira o galho.
🌿
Poda de redução de copa
Quando: sem supressão, sem poda de segurança + exposição cheio, copa ampla ou densa.
Por quê: diminui a "vela" que o vento pega. Só aparece se a poda de segurança já não resolve.
⬆️
Poda de elevação
Quando: sem supressão + galhos estendidos na copa.
Por quê: levanta a "saia" da copa — libera espaço pra pedestres (3m) e veículos (4,5m).
🔗
Sistema de contenção / cabo
Quando: sem supressão + codominância ou casca inclusa (copa ou tronco).
Por quê: amarra as partes que podem se separar. Não conserta, mas segura.
🌱
Tratamento de solo
Quando: solo compactado, volume limitado, pavimentação sob raízes, ou corte de raiz.
Por quê: se o problema é o solo, a solução é tratar o solo.
🔬
Avaliação instrumental avançada
Quando: sem supressão + fungo, deterioração, cavidade, inclinação, ou levantamento de raízes.
Por quê: precisa "ver dentro" da árvore — tomografia sônica, resistografia.
Restrição de acesso
Quando: risco Alto/Extremo + não dá pra mover o alvo.
Se não dá pra restringir → ⛔ restrição física forçada.
Se dá pra restringir → 🚧 implementar a restrição.
👁️
Monitoramento (padrão)
Quando: nenhuma das ações acima foi acionada. A calculadora nunca deixa vazio — pelo menos monitora.

4. Riscos Identificados — o que pode acontecer?

A calculadora traduz os defeitos em linguagem de consequência. Não diz "tem codominância" — diz "pode rachar ao meio de repente".

RiscoAparece quando
👤 Lesão grave ou óbitoAlvo na projeção da copa ou 1× a altura
💥 Queda de galhos sem avisoGalhos mortos ou quebrados na copa
🌀 Falha por podridão internaDeterioração do cerne ou fungo
🌪️ Tombamento por falha radicularLevantamento ou raízes cortadas
📐 Vetor de queda definidoÂngulo de inclinação no tronco
💨 Arrasto de ventoExposição cheio + copa densa
⚡ Ruptura explosivaCodominância ou casca inclusa
💧 Tombamento em solo saturadoSolo saturado
🚶 Ocupação constanteTaxa de ocupação = Constante
✅ Nenhum risco específicoNenhum dos acima (padrão)
🌳 Tipuana da Rua Augusta — Recomendações

Risco Alto + falha Iminente → 🪓 Avaliar supressão.
Também: 🔗 Cabo (codominância), 🌱 Tratamento solo (compactado + raízes cortadas), 🚧 Restrição de acesso.
Riscos: 👤 lesão, 💥 galhos caindo, 🌀 podridão, 🌪️ tombamento, ⚡ ruptura, 🚶 ocupação constante.
Urgência: 30 dias. Reavaliação: 3 meses.

Capítulo 11
Caso Completo: a Tipuana da Rua Augusta
"Tudo junto, do primeiro clique ao resultado final"

Acompanhamos a Tipuana ao longo de cada capítulo. Agora vamos ver o caso inteiro de uma vez, como apareceria na tela da calculadora.

A árvore

Espécie
Tipuana tipu
Altura
14 m
DAP
85 cm
Copa
16 m diâmetro

A história

Tipuana de 60 anos numa calçada movimentada de São Paulo. Copa enorme, sombra na rua inteira. Há 3 anos cortaram raízes pra obra de tubulação. Tomografia recente revelou deterioração interna do tronco. O dono do restaurante embaixo reclama que caem galhos secos "toda semana".


Passo 1 — Alvo

CampoValorNota
ZonaProjeção da copa (mesas embaixo)4
OcupaçãoConstante (restaurante + pedestres)4
Mover alvo?Sim (mesas podem ser afastadas)-1
Restringir?Simsó recomendações

Pior(4, 4) - 1 = 3 → Impacto: Médio

Passo 2 — Modificador

FatorPontos
Corte de raiz+2
Solo compactado+1
Chuvas fortes+1
Vigor baixo+2
Carga (parcial, normal)0
Total6

Passo 3 — Defeitos e falha por parte

🌿 Copa
Galhos mortos (2), quebrado (3), desequilibrada (1), codominância (2)
Conta: 3 + 2,5 + (6×0,5=3) = 8,5
Iminente
🪵 Tronco
Det. cerne (4★), cavidade (3), casca morta (2)
Conta: FATAL → Iminente direto
Iminente
🌱 Raízes
Raízes cortadas (3), colo soterrado (2), fungo (4)
Conta: 4 + 2,5 + (6×0,7≈4) = 10,5
Iminente

Pior falha: Iminente — as três partes empataram. A calculadora preserva todas como partes críticas e calcula a consequência considerando cada uma delas.

Passo 4 — Consequência

FatorPontos
Alvo sob a copa (zona)+3
Deterioração do cerne+2
Fungo + cavidade (podridão confirmada)+1
Copa ampla+1
Total7 → Severa

Passo 5 — Cruzamento final

Tabela 1: Iminente × Médio
Probabilidade combinada: Provável
Tabela 2: Provável × Severa
ALTO

O plot twist

Se o técnico tivesse marcado que não dá pra mover as mesas → impacto ficaria "Alto" (4) → Tabela 1: Iminente × Alto = "Muito provável" → Tabela 2: Muito provável × Severa = EXTREMO. Um único campo — "dá pra mover o alvo?" — foi a diferença entre Alto e Extremo.

Resultado final na tela

Pior falha
Iminente
Impacto
Médio
Combinada
Provável
Consequência
Severa
Risco
ALTO
⚠️ Urgência
Curto prazo — intervenção em até 30 dias
📅 Reavaliação
3 meses — ou imediatamente após temporal

Ações geradas

🪓
Avaliar supressão
Estrutura comprometida. Risco Alto + falha Iminente — sujeito à validação profissional.
🔗
Contenção / cabo
Codominância na copa — alternativa se supressão for negada.
🌱
Tratamento de solo
Solo compactado + raízes cortadas.
🚧
Restrição de acesso
Risco Alto + alvo não pode ser movido + dá pra restringir o acesso.

Riscos identificados

👤 Risco de lesão grave ou óbito — alvo sob a copa
💥 Queda de galhos sem aviso — galhos mortos e quebrados
🌀 Podridão interna — deterioração do cerne no tronco + cogumelo/fungo na base
🌪️ Tombamento radicular — raízes cortadas
⚡ Ruptura explosiva — codominância na copa
🚶 Ocupação constante — pessoas o dia todo

O que o técnico escreveria nas Notas

Notas do avaliador
Opção 1: Supressão com replantio de espécie de porte adequado à calçada (ex: Resedá).
Opção 2: Se supressão negada, poda severa + cabo + monitoramento mensal.

"Raízes do lado leste cortadas na obra de tubulação de 2023. Proprietário do restaurante relata queda frequente de galhos. Presença de Ganoderma sp. na base sugere podridão radicular avançada. Recomendo interdição das mesas sob a copa até resolução."
Apêndice A
Referência Técnica
Matrizes, pesos, fórmulas — para profissionais

Fórmula de falha por parte

pontuação = max(pesos) + 0,5 × Σ(outros pesos) + round(modificador × fator)

Fatores: copa = 0,5 · tronco = 0,6 · raízes = 0,7

Faixas: 0 → null · 1 → Improvável · 2–4 → Possível · 5–7 → Provável · 8+ → Iminente

Pisos: peso ≥ 4 → mín. "Provável" · defeito FATAL → "Iminente" direto

Componentes do modificador

FatorPontos
Vigor = Baixo+2
Folhagem = Nenhum (morto)+3
Solo saturado+2
Solo compactado+1
Corte de raiz+2
Ventos fortes+1
Chuvas fortes+1
Exposição cheio+1
Exposição cheio + copa densa+1
Declive+1
Declive ≥ 30%+1
Declive + solo saturado+1

Tabela de pesos por parte

DefeitoCopaTroncoRaízes
Copa desequilibrada1
Galhos mortos2
Galhos quebrados3
Galhos estendidos1
Rachaduras343
Codominância / Ramos codominantes22
Junções frágeis3
Cavidades / Orifícios233
Casca morta/ausente22
Textura/cor anormal1
Cancro/Galha/Tumor22
Cogumelo/fungo344
Casca inclusa34
Dano/Deterioração alburno22
Danos por raios33
Deterioração do cerne4★4★
Exsudação de seiva22
Madeira de reação11
Ângulo de inclinação3
Colo soterrado2
Anilhamento do caule4★
Morta4★
Deterioração (raízes)3
Cavidade (raízes)3
Raízes cortadas3
Levantamento de raízes3
Fragilidade do solo2

★ = Defeito fatal (direto → "Iminente"). Células em destaque = peso maior que na copa.

Fórmula de impacto

n = max(NZONA[zona], NOCUP[ocupação])
se moverAlvo="Sim" → n = max(n-1, 1)
restringirAcesso não altera o impacto — influencia apenas recomendações
Mapeamento: 4→Alto · 3→Médio · 2→Baixo · 1→Muito baixo

Fórmula de consequência

s = pontos_zona + pontos_defeitos_graves + pontos_copa
Faixas: 0–1 → Insignificante · 2–3 → Menor · 4–6 → Significante · 7+ → Severa

Pisos (por parte crítica): tronco/raízes + podridão na própria parte → mín. "Severa"
Pisos: tronco/raízes sem podridão na própria parte → mín. "Significante"
Em empate, todas as partes críticas são avaliadas e a maior consequência prevalece

Matriz 1 — Probabilidade combinada (falha × impacto)

Muito baixoBaixoMédioAlto
IminenteImprovávelPouco provávelProvávelMuito provável
ProvávelImprovávelImprovávelPouco provávelProvável
PossívelImprovávelImprovávelImprovávelPouco provável
ImprovávelImprovávelImprovávelImprovávelImprovável

Matriz 2 — Risco final (prob. combinada × consequência)

InsignificanteMenorSignificanteSevera
Muito provávelBaixoMédioAltoExtremo
ProvávelBaixoMédioAltoAlto
Pouco provávelBaixoBaixoMédioMédio
ImprovávelBaixoBaixoBaixoBaixo

Sets especiais

SetDefeitosEfeito
FATALDeterioração do cerne, Anilhamento do caule, Morta→ "Iminente" direto
PODRIDÃOCogumelo/fungo, Deterioração do cerne, Cavidade, Cavidades/OrifíciosEleva piso de consequência

Referências normativas

⚠️ Aviso
Este guia explica a lógica da calculadora para fins educacionais. Não substitui avaliação presencial por profissional habilitado (Eng. Agrônomo, Eng. Florestal ou Biólogo com ART). Decisões de supressão ou intervenção estrutural devem ser tomadas após vistoria in loco.

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